Mais de mil mulheres do MST ocuparam área da Suzano nesta quinta no município de Alcobaça

J. Alencar - 01/03/2012 - 09:56


As mulheres rumaram em uma grande marcha desde a madrugada com destino a fazenda da Suzano

ALCOBAÇA - Mais de mil mulheres trabalhadoras rurais sem terra ocuparam na manhã desta quinta-feira (1º) uma área de eucalipto pertencente à empresa Suzano Papel e Celulose no Município de Alcobaça (838 km de Salvador), na região extremo sul da Bahia. Esta é a primeira ocupação que acontece neste ano de 2012 na região.

Durante o ano passado foram ocupadas diversas outras áreas das empresas Veracel e Suzano, onde os trabalhadores ainda se encontram em processo de negociação com as empresas, para transformar os acampamentos em assentamentos.

A ocupação desta manhã foi na Fazenda Nova Esperança, localizada no município de Alcobaça, que é de propriedade da empresa paulista Suzano Papel e Celulose. Pelos menos 1.150 mulheres de vários acampamentos e assentamentos da região, estão participando deste ato com o objetivo de alertar as autoridades sobre o descaso social e ambiental que as empresas monocultoras de eucalipto estão praticando na região.

Após montarem barracas no local, as manifestantes cortarem centenas de pés de eucalipto da fazenda

Segundo a coordenadora Lucinéia Durans, da regional extremo sul do MST, e responsável pela luta da mulher em prol da terra, as empresas de monocultura estão causando muito desemprego, e com isso cresce o aumentando da pobreza, e a desigualdade social. “A expulsão do homem do campo, tem provocado um inchaço dos centros urbanos, o que provoca o aumento da violência a cada dia. Essa é uma das razões porque as cidades da região sul e extremo sul da Bahia estão entre as mais violentas do país”, disse Lucinéia.

O movimento das mulheres também pede agilidade nos processos de desapropriação dos latifúndios, as grandes propriedades de terra improdutivas. A coordenadora lembrou ainda que existem áreas sendo  usurpadas para o monocultivo de eucalipto em plena mata atlântica.

De acordo com a coordenadora de produção regional, Vilma Mesquita, a ocupação que aconteceu nesta quinta é em virtude de que o mês de março é o mês da mulher, e o protesto das mulheres é por causa da demora na regularização das áreas ocupadas pelos trabalhadores. Segundo Vilma, existem pelos menos 23 mil famílias de sem-terras baianos, que continuam acampados. Alguns deles, há mais de oito anos.

As mulheres camponesas reivindicam também investimento do governo nos assentamentos da região, que estão abandonados pelos governos federal e estadual.

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COMENTÁRIOS

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rebanho de desokupados vai trabalhar
alquem

Senhoras líderes, 8 de março é o mês da mulher que trabalha e que devido às suas grandes conquistas, com trabalho, estudo, força, garra e coragem, mas não tomando o que é dos outros por direito. Nós mulheres de fibras estudamos, trabalhamos e até mesmo muitas que não tiveram o estudo, mas teve a dignidade do trabalho honesto respeitando o direito dos outros e não usamos nossa força para invadir áreas beneficiadas, para nós o nosso direito começa quando respeitamos os dos outros. Isto aié absurdo
Professora

concordo com o indiginado, eu quero ver se elas vão plantar alguma coisa que não seja mandioca é so isso que os mst sabe plantar, e isso não sustenta o orçamento menssal de uma familia. Esses são um bando de priguiçosos.
eu

quando e que vão para esse pessoal,se fosse por uma calza certa tudo bem ,mais quantos vereadores,vice-prefeitos,prefeitos e ate deputados estão por traz tirando uma casquinha,eta brasil terra boa de mora,aqui todo mundo faz o que faz.
sinsero

até concordo com a invasão mais essa moda de destruir o que está plantado deveria haver punição pra esses bando de desocupado.
indignado