Policiais de Eunápolis e Porto Seguro aderem à greve

- 03/02/2012 - 09:29


Marco Prisco, coordenador da ASPRA, instituição que lidera a grave da PM na Bahia. 

EUNÁPOLIS - Na noite desta quinta (2) os policiais de Eunápolis, após se reunirem na sede da 7ª CIPM, decidiram cruzar os braços e aderiram ao movimento grevista que já dura mais de quatro dias na Bahia. Na manhã desta quinta-feira (2) os policiais militares de Porto Seguro também já haviam aderido à greve. No começo da tarde desta quinta em Porto Seguro já não havia mais viaturas nas ruas. Os PMs de Porto e Eunápolis estão aquartelados.

Os policiais militares de Eunápolis seguiam trabalhando normalmente, e parecia que estava tudo bem, quando por volta das 19h houve uma reunião na sede da 7ª CIPM, e os policiais eunapolitanos aderiram ao movimento grevista. No entanto, um policial ligado ao movimento grevista, que não quis se identificar, já havia anunciado ainda pela manhã que até a tarde desta quinta os policiais de Eunápolis iriam parar.

O comandante da 7ª CIPM, Tenente-coronel Roosewelt Salustiano, pediu tranqüilidade à comunidade. “Não há motivo nenhum para alarde, pelo menos por enquanto. Nós iremos convocar as companhias especializadas Caema e Caerc, além do Tor, da Polícia Rodoviária Estadual, para tentarmos manter um policialmente no nível que estamos mantendo na comunidade”, afirmou Salustiano.

Tenente-coronel Roosewelt Salustiano, comandante da 7ª CIPM de Eunápolis.

O governador Jaques Wagner, que estava em viajem acompanhado a presidenta Dilma Rousseff à Cuba e ao Haiti, fez um pronunciamento logo que desembarcou em Salvador nesta quinta-feira (2) . O governador falou sobre o movimento de uma parte dos policiais militares baianos que paralisou as atividades.

No pronunciamento o governador disse que “neste momento, o diálogo e o bom senso são as melhores formas de superar o impasse. Porém, na defesa dos interesses maiores da população baiana, continuarei usando medidas enérgicas, caso isso se faça necessário”.

O movimento grevista de parte do efetivo da Polícia Militar foi considerado ilegal pela justiça baiana, que concedeu liminar ao governo do Estado, decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra - BA) suspenda a greve, sob pena de multa diária de R$ 80 mil.

A Secretaria de Comunicação do Governo do Estado (Secom) informou, no fim de tarde desta quinta, que Pelo menos dois mil e cento e cinqüenta homens, das Forças Armadas chegam nesta sexta (3) à Bahia para reforçar a segurança no Estado, durante a paralisação de parte da Polícia Militar. A informação foi confirmada por Robinson Almeida, secretário da Comunicação Social do governo, ainda na noite desta quinta.


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COMENTÁRIOS

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Fico indignada com a atitude de certos políticos, em sua maioria só pensam em benefício próprio. Os policiais estão com toda razão em fazer greve, eles se arriscam tanto pra ganhar um salário de miséria...Isso ñ é justo!
kaj

Parabéns governandor pelo desrespeito. Faça o teste e tenha um dia de policial. O senhor vai querer que o salaário mínimo a ser pago à estes profissionais será de pelo menos R$ 1 milhão por mês, como o governo não pode fazer isso, pague pelo menos o que eles reinvidicam, o que é bem abaixo do justo pra esses homens que arriscam suas vidas para nos defender.