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Sessenta dias da Operação Fraternos moradores desejam que investigados paguem por possíveis crimes.
Por: Redação - Data: 07/01/2018 - 09:20:43

Exatamente há 60 dias da Operação Fraternos, deflagrada pela Polícia Federal na manhã do 7 de novembro, afastando das prefeituras de Eunápolis, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália os seus respectivos prefeitos: Robério Oliveira, Cláudia Oliveira e Agnelo Santos Júnior, acusados por fraudes em licitações nessas prefeituras, tudo que a maior parte da população dessas três cidades deseja é que as investigações chegam a bom termo e os culpados sejam devidamente punidos.

Jeferson Morgado, morador de Porto Seguro, diz que “não podemos conviver com esse nível absurdo de desvio de dinheiro público, enquanto faltam recursos em todas as áreas. Como morador de Porto Seguro desejo que todos paguem por seus erros, devolvam o que desviaram e não sejam mais reeleitos.”

O desabafo deste morador resume a maior parte dos depoimentos colhidos pelo blog nas três cidades.

Em Santa Cruz Cabrália, o empresário e ex-candidato a vice-prefeito, Aziz Ramos repudiou algumas postagens de blogueiros “incomodados com o afastamento provisório dos três prefeitos” e declarou que a maioria da população da cidade está indignada porque os três acusados ainda não foram presos junto com os colaboradores da Organização Criminosa.

Até agora, as investigações apontam que as prefeituras envolvidas contratavam empresas relacionadas ao grupo familiar para fraudar licitações, simulando a competição entre elas. Após a contratação, parte do dinheiro repassado pelas Prefeituras era desviado, utilizando-se de “contas de passagem” em nomes de terceiros para dificultar a identificação do destinatário final dos valores arrecadados, que, em regra, retornavam para membros da organização criminosa, inclusive através repasses a empresa de um dos prefeitos investigados. Essas mesmas empresas também eram utilizadas para a lavagem do dinheiro ilicitamente desviado.

Em um dos casos investigados, foi observado que uma das empresas do esquema tinha como sócio um ex-funcionário de outra empresa do grupo criminoso, que teria investido 500 mil reais na integralização do capital. Os policiais federais descobriram, no entanto, que a renda mensal do ex-funcionário era de apenas R$ 800,00 à época.

Os policiais identificaram uma verdadeira “ciranda da propina” na qual as empresas dos parentes revezavam as vitórias das licitações para camuflar o esquema e, em muitos casos, chegavam ao extremo de repassar a totalidade do valor contratado na mesma data do recebimento a outras empresas da família.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa (Art. 2º, Lei 12.850/13), fraude à licitação (Art. 89 e 98, Lei 8.666/93), corrupção ativa e passiva  (Arts. 317 e 333, CP) e lavagem de capitais (Art. 1º, Lei 9.613/98).

A reportagem tentou contato com os três prefeitos afastados. O espaço está aberto para manifestação.

Por Rose Marie Galvão - 7 de janeiro de 2018 14:48

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