Entidades da Bahia vão STF para não pagar piso de enfermagem até julgamento da ação, diz AHSEB

Giro de Noticias - 03/09/2022 - 09:15


As entidades de saúde ligadas à Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (AHSEB) não irão pagar os salários de profissionais de enfermagem de acordo com o novo piso nacional antes do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ingressada pelo setor. A declaração é do presidente da associação, Mauro Adan.

O dirigente informou que a legislação, da maneira que foi implementada, não oferece condições para que seja cumprida, pois vai impactar as folhas de pagamento em até 60%, o que pode fazer com que 20 mil leitos sejam fechados e mais de 80 mil trabalhadores da saúde sejam demitidos em todo o Brasil.

"Quando esse piso começou a ser discutido no Congresso Nacional nós tivemos várias reuniões. Tivemos vários eventos e sempre dissemos. Os deputados e senadores assumiram o compromisso conosco de encaminhar o piso com a fonte de financiamento, mas não tem fonte de financiamento para o piso. Ele traz um impacto de dezesseis bilhões [de reais] todo ano", destacou.

Na interpretação de Adan, o Sistema Único de Saúde (SUS) está à beira de um colapso, tanto em decorrência da forma de implementação - que ele afirma ser "açodada" - quanto pelos baixos valores de remuneração da chamada "tabela SUS".

"O poder Legislativo tentou, eu imagino, agradar uma categoria importante do segmento de saúde. Respeitamos todos os trabalhadores, o corpo de enfermagem é uma categoria importante, mas os parlamentares tentaram agradá-los e estão dando um tiro de misericórdia no sistema de saúde do Brasil", argumentou.

Além do SUS, a saúde complementar também deverá ser atingida pelo novo padrão salarial. "Se o piso passar, nós vamos ter que passar uma parte do custo para os operadores", apontou Mauro Adan.

A ADI impetrada no Supremo é aguardada pelas entidades como uma esperança para que haja uma mudança na aplicação do piso salarial. Em razão dessa ação, a AHSEB tem recomendado que as clínicas, hospitais e estabelecimentos de saúde associados não paguem os valores estipulados, como afirma Adan: "Nós não temos condições de assumir 60% de aumento da folha".

O que não dar para ser explicado, porque estas entidades que estão a tantos anos no mercado e o porquê não se organizaram financeiramente para pagar os vencimentos dos servidores, ou seja, até quando querem que uma categoria trabalhe sem ter seus direitos salariais corrigidos quando tudo aumenta, salário, cursos na faculdade, cesta básica, mais o salários destes continua o mesmo a tantos anos.

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Absurdo é, o setor privado dizer que não tem condições financeiras de pagar o piso salarial da enfermagem, quando eles faturam trilhões através, e principalmente do trabalho da enfermagem, a quem para um técnico de enfermagem eles pagam 1 salário, e esse mesmo funcionário passa muitas dificuldades. Essa luta dos empresários da saúde contra a enfermagem é desumana
ISMAEL BISPO DA CRUZ

Fico olhando o quarto este que fala que não tem condições de pagar ganharam muitos milhões com a pandemia por que pagar um salário que não dá para se alimentar e eles mesmo compraram outros hospitais ricos cada vez mais ricos e trabalhadores passando necessidade uma coisa e que ele tem que diminuir seu lucro para valorizar uma categoria.
GUILHERME VIANA SILVA

Quem sofre é classe trabalhadoras, que será sempre escravuxafso e desvalorizada. Os patrões não estão nem aí pra eles.
Ana Lúcia Dias