
A reportagem do Giro do Noticias esteve na região em conflito agrário que fica ao entorno do Parque Nacional, Monte Pascoal, interior de Porto Seguro, para mostrar o tamanho dos posiveis prejuizos ocasionados pelas ocupações de propriedades rurais na região, feitas por indígenas da Tribo Pataxó.
Entre tantas propriedades rurais que foram ocupadas está a fazenda Barreirinha de propriedade da família Campo Dallorto, uma propriedade com 130 mil pês de café produzindo. A lavoura bem implantada, com mudas de qualidade e bem conduzidas e toda irrigada, está com uma grande produção de frutos e já está passando da época da colheita.
A lavoura produz em média 2.400 sacas de café beneficiado a cada colheita, o que daria um valor em torno de R$ 1,5 milhões de reais. Durante a colheita geram cerca de 100 empregos indireto e uma média de 30 funcionários direto.
A invasão a propriedade que é todas produtiva ocorreu no dia 17/08/2022. Segundo os donos das terras, durante a invasão, funcionários e donos foram expulsos da propriedade por um grupo de homens armados e bastante agressivos.
Ainda segundo um dos donos da propriedade, a área da fazenda é toda documentada, com escritura pública e registrada em cartório e com o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) pagos em dias.
O ITR é um tributo federal que se cobra anualmente das propriedades rurais. Precisa ser pago pelo proprietário da terra, pelo titular do domínio útil ou pelo possuidor a qualquer título.
Mesmo diante da avançada data de realizar a colheita e podendo ocasionar um enorme prejuízo aos produtores rurais e donos da área citada e mesmo com todos os documentos apresentandos atestando o direito de propriedade, os donos da área contam que continuam impedidos de adentar na propriedade para fazer a colheita.
Eles contam que deram entrada com um processo de reintegração de posse na justiça federal a uma semana após a invasão e até a data não houve movimentação no processo. Eles aguardam com ansiedade a reintegração da posse, ou a autorização da justiça para realizar pelo menos a colheita.
Os donos da propriedade alegam ainda, que estão passando por muitas dificuldades e que contraíram dívidas junto a instituição financeira para manter a lavoura e agora necessitam de fazer a colheita para honrar os compromissos.
Os pataxó reivindicam a área alegando que esta área faz parte do território indígena. Já os produtores falam que não houve demarcação de área indigna nesta região há mais de 20 anos, o que não garante o direito de que a área pertencer as aldeias indígenas.
A região que até a pouco tempo era uma potência na agricultura e pecuária de leite e corte, hoje vem se tornando um lugar deserto e triste. As centenas de pessoas que nesta época do ano estariam naquela região trabalhando na colheita do café, já não existem mais. Os funcionários das propriedades e vaqueiros fora embora da região que vem se tornando um campo sem população.
Como se pode ver nas imagens são enormes áreas de pastagens sem gado e lavouras sendo sufocadas pelo mato. Uma região que foi uma grande potência na produção de mamão, café, pimenta do reino, cacau, leite e carne, está se transformando em uma área abandonada, causando desemprego e desestimulando até os investimentos da região.