
Um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou ao Supremo Tribunal Federal novos elementos que ampliam o alcance das investigações sobre o escândalo envolvendo descontos irregulares em benefícios do INSS.
A iniciativa partiu do advogado Jeffrey Chiquini, conhecido por atuar na defesa de Filipe Martins, que protocolou a solicitação diretamente no STF. O caso está sob a relatoria do ministro André Mendonça, responsável por conduzir os desdobramentos da investigação na Corte.
Risco de fuga e movimentações no exterior
No documento, Chiquini argumenta que a permanência de Lulinha fora do país durante parte de 2025 e sua atual residência em Madri, na Espanha, desde julho do ano passado, configurariam um risco concreto de evasão. Segundo a petição, a existência de vínculos no exterior poderia dificultar a aplicação da lei penal, caso as apurações avancem para denúncia e julgamento.
A defesa sustenta que, diante desse cenário, estariam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva, medida considerada excepcional no ordenamento jurídico. O advogado também solicita que o Ministério Público Federal se manifeste com urgência.
Citações, relatos e suspeitas sob apuração
O pedido detalha que o nome de Lulinha teria surgido em depoimentos de testemunhas e em elementos informativos coletados pela Polícia Federal ao longo das investigações. A petição afirma ainda que a própria PF comunicou ao Supremo que apura a possível participação do filho do presidente nas irregularidades ligadas ao esquema de descontos indevidos no INSS.
Entre os pontos sensíveis destacados, está a informação de que Lulinha receberia uma suposta mesada de R$ 300 mil de um personagem identificado nos autos como “Careca do INSS”, figura central nas investigações.
Relatórios da Polícia Federal também mencionam conversas, movimentações financeiras e suspeitas envolvendo negócios relacionados à cannabis medicinal. Esses elementos, no entanto, ainda estão em fase de apuração e não resultaram, até o momento, em denúncia formal.
Caso segue sob sigilo parcial
Apesar do pedido protocolado, não há decisão judicial até agora sobre a solicitação de prisão. O caso segue em análise no STF, com parte dos autos sob sigilo, enquanto a Polícia Federal e o Ministério Público aprofundam as investigações para esclarecer o real grau de envolvimento dos citados.