
A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, foi solta na manhã desta terça-feira (17), após permanecer presa por mais de um ano. Ela é acusada de facilitar a fuga de 16 detentos da unidade, ocorrida em dezembro de 2024.
Joneuma deixou a prisão acompanhada da filha, de 8 meses, que nasceu durante o período em que ela esteve custodiada.
Até a última atualização desta reportagem, o Tribunal de Justiça da Bahia não havia informado o motivo da soltura.
Fuga e investigações
A fuga aconteceu após um grupo de homens armados invadir o presídio, enquanto detentos perfuravam o teto de uma cela para escapar. A ação foi coordenada e contou com ataque externo e apoio interno.
Segundo o coronel Luís Alberto Paraíso, comandante da polícia regional, criminosos cortaram grades da unidade e atiraram contra as guaritas, dando cobertura para que os presos descessem por cordas e fugissem em direção a uma área de mata.
Durante o ataque, um cão de guarda foi morto, e os suspeitos deixaram para trás um fuzil calibre 5.56, de fabricação norte-americana, além de dois carregadores com 57 munições intactas.
Situação dos fugitivos
Dos 16 detentos que fugiram:
1 foi recapturado;
2 morreram em confrontos com a polícia;
13 seguem foragidos.
O único recapturado foi Valtinei dos Santos Lima, conhecido como “Dinei”, localizado em setembro de 2025, em Porto Seguro.
Entre os mortos estão:
Anailton Souza Santos, o “Nino”, morto em janeiro de 2025 durante operação policial em Eunápolis;
Rubens Lourenço dos Santos, o “Binho Zoião”, morto em uma megaoperação no Rio de Janeiro, em outubro de 2025.
Os demais seguem sendo procurados pelas forças de segurança.
Desdobramentos
No dia 4 de março de 2026, a Polícia Civil cumpriu novos mandados de prisão e busca e apreensão relacionados ao caso. A ex-diretora foi um dos alvos da operação.
Durante as diligências, um suspeito conseguiu fugir após trocar tiros com os policiais. No imóvel onde ele estava, foram apreendidos drogas, dinheiro e anotações que agora integram as investigações.
A apuração também investiga possíveis ligações entre a ex-diretora, detentos e integrantes de facções criminosas que atuam na região.