
Os Estados Unidos prenderam no início da manhã deste sábado, 03/01/2026, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para que ele responda a acusações criminais em território americano. A informação foi divulgada pelo senador republicano Mike Lee, de Utah, após conversa com o secretário de Estado, Marco Rubio.
Em publicação no X, na manhã deste sábado (03), Lee afirmou que a operação incluiu uma ação militar para proteger os agentes responsáveis pela execução do mandado de prisão. Segundo o senador, a medida se enquadra na autoridade do presidente dos EUA prevista no Artigo II da Constituição, voltada à defesa de pessoal americano diante de ameaça real ou iminente.
Horas antes, Lee havia questionado a base constitucional da ofensiva, citando a ausência de declaração formal de guerra ou autorização para uso da força militar.
“Ele me informou que Nicolás Maduro foi preso por funcionários dos EUA para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos, e que a ação cinética que vimos esta noite foi implantada para proteger e defender aqueles que executam o mandado de prisão”, postou o senador de Utah Mike Lee no X na manhã deste sábado (3).
Os Estados Unidos não intervinham tão diretamente na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989 para derrubar o então líder militar Manuel Noriega.
Se Maduro foi deposto à força na Venezuela, como afirma Trump, isso será considerado uma grande vitória por algumas das figuras mais linha-dura do governo americano, algumas das quais apoiaram abertamente a mudança de regime.
Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar uma organização criminosa de narcotráfico, o que ele nega.Também não o reconhecem como presidente legítimo da Venezuela, após as eleições de 2024 terem sido amplamente rejeitadas por não serem livres nem justas.
Por sua vez, a Venezuela acusa os Estados Unidos de tentarem roubar suas valiosas reservas de petróleo, consideradas as maiores do mundo. O que realmente não está claro é o que acontecerá agora na Venezuela se Maduro de fato deixar o poder.
Os defensores da intervenção dos EUA argumentam que ela abriria caminho para a ascensão da oposição venezuelana ao poder, liderada pela ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, ou pelo candidato da oposição em 2024, Edmundo González.
As forças militares e paramilitares da Venezuela permaneceram leais a Maduro, e até mesmo alguns de seus críticos temiam que uma intervenção direta dos EUA pudesse desestabilizar ainda mais o país.
Sem dúvida, outros aliados próximos de Maduro temem por seus próprios futuros após a notícia de sua captura.