Produtores e comerciantes realizam mobilização em Cumuruxatiba contra invasões de terras no interior de Prado

Giro de Noticias - 22/02/2026 - 16:44


Produtores rurais e comerciantes que afirmam ter sido vítimas de invasões de terras no interior do município de Prado, no sul da Bahia, realizaram uma mobilização na manhã deste domingo (22/02), na região de Cumuruxatiba. O ato teve como objetivo cobrar providências das autoridades diante do que classificam como uma crescente onda de ocupações e aumento da violência no campo.

Nos últimos dias, manifestantes chegaram a bloquear trechos da BR-101, utilizando tratores e máquinas agrícolas, em protesto contra o que consideram inércia do poder público frente às ocupações, algumas atribuídas a grupos autodeclarados indígenas.

De acordo com relatos de moradores, a mobilização ocorre após uma série de invasões registradas na região. Um dos casos citados foi o da Fazenda Dois Irmãos, onde homens armados teriam efetuado disparos, feito famílias reféns e subtraído diversos bens da propriedade.

Outro episódio mencionado foi a invasão do Manzuko Beach Club, restaurante e clube de praia localizado na região da Barra do Cahy/Cumuruxatiba. Segundo informações, os invasores estavam armados e teriam levado alimentos, bebidas e equipamentos do estabelecimento, incluindo freezer e motor utilizado para fornecimento de energia.

A ocorrência mais recente, conforme os manifestantes, foi registrada na manhã de sábado (21/02), na Fazenda Tauá, situada na Vila do Veleiro, entre a Ponta do Corumbau e a Barra do Cahy. A propriedade teria sido ocupada por um grupo armado, aumentando ainda mais a tensão na localidade.

Moradores afirmam que, além dos casos divulgados, existem outras ocupações não tornadas públicas. Segundo estimativas citadas durante o protesto, mais de 300 famílias teriam sido impactadas, entre proprietários rurais e comerciantes.

A mobilização deste domingo fortalece um novo ato previsto para esta segunda-feira (23/02), também na BR-101, no município de Itamaraju. Na mesma data, está agendada uma reunião entre famílias afetadas e representantes do Governo do Estado, do Governo Municipal, da Polícia Federal e de outros órgãos competentes para discutir a situação e buscar encaminhamentos.

Os manifestantes afirmam que continuarão cobrando ações concretas para garantir segurança jurídica e proteção às propriedades na região.

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