Cacique e mais sete indígenas foram presos, e quatro adolescentes apreendidos, suspeitos de envolvimento no ataque que terminou com duas turistas gaúchas baleadas. O crime, ocorrido em Prado, também resultou na apreensão de uma grande quantidade de armas.

Giro de Noticias - 24/02/2026 - 18:51


Acusados de terem atirado contra duas turistas gaúchas próximo da Praia da Barra do Cahy, no interior do município de Prado, no sul da Bahia, foram presos horas após o crime. O cacique e onze indígenas foram detidos e uma grande quantidade de armas foram apreendidas.

Segundo moradores da região, os homens que atentaram contra a vida das duas turistas gaúchas, que passavam férias na região de Prado, foram presos com armas que podem ter sido usadas na tentativa do duplo homicídio contra as mulheres.

O crime ocorreu por volta das 10h30 desta terça-feira (24/02), na estrada de acesso a Praia da Barra do Cahy, localizada no município de Prado, no extremo sul da Bahia. Segundo as informações, as vítimas estavam hospedadas na Pousada Corumbau e teriam ido passear na praia da Barra do Cahy, onde foram recebidas a tiros.

As turistas, que não tiveram os nomes divulgados, de 55 e 57 anos, são de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e passam férias em Corumbau. Elas foram atingidas durante um passeio até a Barra do Cahy, praia que fica a cerca de 44 km da cidade de Prado. O veículo utilizado pelas turistas ficou perfurado por diversos tiros.

Segundo o marido de uma das turistas, cerca de 20 homens fortemente armados as cercaram as vítimas na estrada e, sem sequer perguntar quem elas eram, passaram a abrir fogo contra as vítimas, que só estão vivas por um milagre.

Logo após o ocorrido, a Polícia Militar foi ao local e conseguiu prender oito indígenas e apreende quatro adolescentes acusados pelo ataque criminoso. Entre os presos está o cacique Mãdý Pataxó. Segundo moradores da região onde ocorreu o crime, ele coordena o grupo que teria atirado contra as mulheres.

O cacique Mãdý Pataxó é acusado de envolvimento em diversas invasões que vêm ocorrendo na região, no interior de Prado. São atos considerados violentos, que, segundo relatos, ocorrem durante a madrugada e com uso de armas de fogo.

Em 2022, ele teria coordenado a invasão da Fazenda Santa Bárbara, que fica nos limites do Território Indígena Pataxó Comexatibá. Em vídeo gravado no domingo (26 de junho de 2022), era possível ver o fogo destruindo uma grande plantação de eucalipto já pronta para comercialização.

Ele também é acusado por moradores de ter coordenado a invasão da Fazenda Dois Irmãos, do Restaurante Manzuco e da Fazenda do Dr. Vitor, também situados na região.

As duas turistas foram socorridas e levadas de helicóptero para o Hospital de Base, em Porto Seguro. Apesar da gravidade do ocorrido, elas estão estáveis e não correm risco de morte.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que reforçou imediatamente o policiamento na região de Prado após o ataque a tiros que deixou duas turistas gaúchas baleadas. O caso será investigado pela Polícia Civil.

O Ministério da Justiça destacou que a Terra Indígena Comexatibá foi declarada de posse permanente do povo Pataxó em novembro de 2025, e que o processo segue para demarcação física sob responsabilidade da Funai. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas afirmou que acompanha a situação com preocupação e que a demarcação está em fase final de homologação, mantendo articulação com órgãos de segurança.

O Coletivo de Lideranças Indígenas da Terra Indígena Comexatibá negou envolvimento no ataque e atribuiu a violência a grupos armados ligados a interesses privados. O grupo repudiou os atos de violência e cobrou investigação imparcial.

Segundo a SSP-BA, doze pessoas foram conduzidas e autuadas por tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. Oito adultos foram presos e quatro adolescentes apreendidos. Com eles, foram encontradas armas e munições. As vítimas relataram que foram surpreendidas por disparos após encontrarem um bloqueio na estrada.

As forças de segurança seguem na região com reforço no patrulhamento e ações de inteligência.

Durante a ação, foram apreendidas cinco armas de fogo e aparelhos celulares. Na área em conflito fundiário, ocupada por supostos indígenas, equipes das Polícias Militar, Civil e Federal localizaram duas espingardas calibre 12, um rifle calibre 38 e dois revólveres calibre 38. Os armamentos estavam enterrados em uma área de mata fechada, próxima ao local onde as vítimas foram atacadas.

O caso está sendo investigado pelas autoridades competentes. O espaço permanece aberto para manifestação dos citados e das forças de segurança.

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COMENTÁRIOS

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Como fica a tutela da FUNAI já que não ta servindo pra nada deveria tirar e deixar os indios ser cidadão como todos nós...
pk

Quero ver quanto tempo esses bandidos vão permanecer presos? (Porte ilegal de arma, tentativa de homicídio, formação de quadrilha, invasão, bloqueio de estrada, destruição de patrimônio alheio...)
Pizza

Na verdade foram 11 ou doze giro de notícias fala 11 e no radar news fala que foi 12 ninguém tá podendo mais acreditar nas reportagens as
Internalta