Jornalista se apresenta à polícia e alega legítima defesa após matar desafeto em Teixeira de Freitas

Giro de Noticias - 02/03/2026 - 18:29


O jornalista Ariomar Vieira dos Santos, conhecido como Ary Vieira, se apresentou voluntariamente à Polícia Civil da Bahia no fim da tarde deste domingo (1º), em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. Ele confirmou ser o autor dos disparos que resultaram na morte de Thiago Guerra Correia, de 40 anos, ocorrida na noite de sábado (28), em um posto de combustível no centro da cidade.

Acompanhado de advogado, Ary prestou depoimento e relatou sua versão dos fatos, afirmando que agiu em legítima defesa.

Versão apresentada

Segundo o jornalista, Thiago teria se aproximado do veículo onde ele estava com a atual companheira portando um facão e fazendo ameaças. Ary declarou que o homem teria investido contra o carro e que o vidro do veículo foi atingido durante a ação.

Diante da situação, afirmou ter efetuado disparos com uma pistola calibre .380 com o objetivo de conter a agressão. Após o ocorrido, ele deixou o local, mas posteriormente decidiu se apresentar espontaneamente à polícia, entregando a arma utilizada.

Investigação em andamento

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação para apurar todas as circunstâncias do ocorrido. A perícia foi acionada para analisar o local do crime, o veículo, a arma de fogo e demais elementos que possam esclarecer a dinâmica dos fatos.

A defesa do jornalista sustenta que a conduta se enquadra nos requisitos legais da legítima defesa, prevista no Código Penal quando há agressão injusta, atual ou iminente, e uso moderado dos meios necessários para repelir a ameaça.

Repercussão

O episódio gerou forte repercussão em Teixeira de Freitas e dividiu opiniões na cidade. Enquanto parte da população manifesta apoio à versão de legítima defesa, outros aguardam o resultado das investigações para formação de juízo.

A Polícia Civil deve ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança do posto de combustível para esclarecer o caso. O inquérito policial seguirá para o Ministério Público após a conclusão das diligências.

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