
Um adolescente de 13 anos invadiu uma escola e matou duas funcionárias a tiros na tarde de terça-feira (6), no Rio Branco. O caso ocorreu no Instituto São José e deixou ainda dois feridos.
De acordo com as informações iniciais, o jovem, que é aluno da instituição, utilizou uma pistola calibre .380 pertencente ao padrasto, um advogado que mantinha a arma em casa. Após o ataque, o adolescente se entregou à Polícia Militar e está sob custódia do Estado.
Em nota oficial, o governo do Acre informou que o responsável legal pelo menor — dono da arma — foi detido.
As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira e Raquel Sales Feitosa. Os feridos, um casal de adolescentes, foram encaminhados ao Pronto-Socorro, conforme informou o governo do Acre. Ambos passam bem.
Alzenir e Raquel trabalhavam como supervisoras de corredor. Elas foram atingidas enquanto estavam em um dos acessos às salas de aula e impediram que o agressor adentrasse a sala da diretora da escola. As duas acabaram baleadas e morreram ainda no local. Além delas, um adulto e uma criança ficaram feridos e foram socorridos.
A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer a motivação do crime, a dinâmica da ação e possíveis responsabilidades.
O governo estadual informou ainda que está prestando assistência às vítimas e mobilizou equipes de apoio psicossocial para atender alunos, professores e funcionários da escola. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) acompanha os feridos.
Como medida de segurança, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre suspendeu as aulas em toda a rede estadual por três dias.
A Prefeitura de Rio Branco também se manifestou, expressando solidariedade às famílias das vítimas e desejando recuperação aos feridos. Em nota, destacou que “a escola deve ser um espaço de acolhimento, proteção e esperança”.
Segundo a polícia, outros alunos que supostamente sabiam do ataque foram identificados pela Polícia Militar. De acordo com a corporação, os estudantes que tinham conhecimento do fato e, de certa forma, colaboraram para que ele ocorresse já foram identificados e devem ser localizados em breve.ate reacendido no Congresso
Debate reacendido no Congresso
Casos como este, somados a outros episódios recentes de violência a exemplo do estupro coletivo em São Paulo cometido por 5 adolescentes e um adulto, reacendem no Congresso Nacional a discussão sobre a redução da maioridade penal no país.
Especialistas, no entanto, divergem sobre o tema. Enquanto alguns defendem medidas mais rígidas, outros apontam a necessidade de fortalecer políticas públicas de prevenção, controle de armas e atenção à saúde mental de crianças e adolescentes.
O momento foi de terror. Correria e gritaria tomaram conta da escola, com alunos desesperados pedindo ajuda e a chegada da polícia intensificando ainda mais o clima de tensão. As famílias dos alunos ficaram desesperadas com a situação.
O agressor, após o ataque, jogou a arma no chão, saiu correndo e foi se entregar no batalhão da Polícia Militar.
O caso será investigado para esclarecer a motivação do crime e todas as circunstâncias do ataque.