Sob aplausos e emoção, Jerônimo Rodrigues defende Jaques Wagner e diz que “erro foi cuidar dos pobres”. O governador tenta desqualificar o bom trabalho da PF.

Giro de Noticias - 27/06/2026 - 07:42


O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT) durante um evento público realizado nesta sexta-feira (26), no município de Barreiras, no oeste do estado. Em um discurso marcado por emoção, o governador chegou a chorar ao afirmar que o único “erro” cometido por Wagner foi “cuidar dos pobres”.

A declaração ocorre em meio às investigações da Polícia Federal que apontam supostas ligações do senador com um empresário ligado ao Banco Master. As apurações incluem buscas e apreensões que, segundo informações divulgadas, resultaram na apreensão de valores em moedas estrangeiras, como dólares e euros, além de relógios de luxo e movimentações financeiras consideradas atípicas.

Durante o evento, Jerônimo destacou a trajetória política de Wagner e reforçou sua confiança no aliado. O encontro também marcou o primeiro ato público conjunto entre os dois após a repercussão das investigações. Antes disso, Wagner esteve em Brasília, onde se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É o primeiro ato público com Wagner depois do que quiseram fazer com ele. Ele esteve lá anteontem, conversou com o amigo dele, o nosso amigo Lula, e se acertou. Porque, para além de um cargo de liderança, estão o Brasil e a Bahia. E nós vamos mostrar que, se há um erro na vida, para eles o erro é cuidar de pobre e dedicar a vida a isso”, declarou o governador, sendo aplaudido pelo público.

A fala repercutiu politicamente e intensificou o debate em torno das investigações, que seguem em andamento. Até o momento, a defesa do senador não se pronunciou detalhadamente sobre o conteúdo das apreensões, enquanto aliados reforçam a tese de motivação política por trás das ações.

A declaração do governador dá a entender que as investigações seriam motivadas por perseguição política de adversários. No entanto, o caso envolve a atuação da Polícia Federal, considerada a principal instituição de investigação do país, cuja direção-geral foi nomeada pelo próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, integrante do mesmo partido do senador investigado.

Esse contexto enfraquece a narrativa de interferência política externa, uma vez que o comando da corporação está alinhado ao governo federal. Ainda assim, o governador sustenta a tese de motivação política, o que tem gerado debate no cenário público.

Outra fala que também chamou atenção foi o uso do termo “patacada” para se referir à investigação. A expressão, de caráter informal, foi interpretada por críticos como uma tentativa de desqualificar a operação conduzida pela Polícia Federal, aumentando a repercussão do caso e ampliando as discussões sobre a postura adotada por lideranças políticas diante de investigações oficiais.

mil, em valores atuais) em endereços ligados ao senador Jaques Wagner, ao cumprir mandados de busca e operação na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18/06/2026)

Inda de acordo com a apuração policial, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

WhatsApp Giro de Notícias (73) 98118-9627
Adicione nosso número, envie-nos a sua sugestão, fotos ou vídeos.


Compartilhe:

COMENTÁRIOS

Nome:

Texto:

Máximo de caracteres permitidos 500/