
Produtores rurais realizaram, a partir das 6h desta terça-feira (17), um bloqueio na BR-101, na altura do km 805, no município de Itamaraju, no extremo sul da Bahia. O protesto ocorre nas proximidades do Posto Serral, onde manifestantes utilizaram tratores e barricadas para interromper o tráfego.
Segundo os organizadores, a mobilização é uma reação a recentes conflitos fundiários e a relatos de invasões de propriedades rurais e estabelecimentos comerciais, especialmente em áreas do município de Prado. Eles afirmam que o objetivo é chamar a atenção das autoridades para a necessidade de medidas que garantam segurança jurídica e reforço na segurança da região.
Os produtores informaram que a paralisação pode seguir até as 18h desta quarta-feira (18). Durante o período de interdição, motoristas enfrentam lentidão e longos engarrafamentos no trecho.
Moradores e proprietários da região de Cumuruxatiba relatam clima de tensão nos últimos dias. De acordo com esses relatos, teriam ocorrido ações criminosas noturnas em algumas propriedades, com disparos de arma de fogo, furtos de mercadorias e veículos. Entre os locais citados está a fazenda Dois Irmãos e o restaurante Manzuko Beach Club.
As denúncias sobre a autoria dos ataques ainda são tratadas como alegações e devem ser apuradas pelas autoridades competentes. Até o momento, não há balanço oficial sobre prisões ou identificação de responsáveis.
A reportagem procurou representantes do governo estadual e federal para comentar as reivindicações dos produtores e aguarda posicionamento. Enquanto isso, a orientação para motoristas é buscar rotas alternativas e redobrar a atenção ao trafegar pela região.
Produtores rurais têm expressado críticas e indignação em relação à atuação da Força Nacional de Segurança Pública em áreas de conflito, especialmente em regiões de disputa de terras nos municípios de Prado e Itamaraju, no sul da Bahia.
Segundo eles, a força de segurança, pelo que se observa, atua apenas para dar segurança aos indígenas. "Ela só aparece quando é para garantir que os produtores, retirem seus pertences de suas terras e nada mais", desabafa um produtor