Pressão por prisão domiciliar de Bolsonaro cresce e mobiliza aliados e ministros do STF.

Giro de Noticias - 20/03/2026 - 11:25


A articulação para que o ex-presidente Jair Bolsonaro obtenha prisão domiciliar ganhou força nos últimos dias e passou a envolver aliados políticos, familiares e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações da Folhapress, o movimento conta com a participação do senador Flávio Bolsonaro, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além de parlamentares da base bolsonarista e integrantes da própria Corte.

A avaliação entre interlocutores é de que aumentaram as chances de o ministro Alexandre de Moraes conceder o benefício. Bolsonaro cumpre pena superior a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e, após passar pela sede da Polícia Federal, foi transferido em janeiro para a unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.

Saúde agrava pressão

O estado de saúde do ex-presidente passou a ser um dos principais argumentos para o pedido. Bolsonaro foi internado recentemente com um quadro grave de broncopneumonia bacteriana, decorrente de aspiração após episódios de soluços.

Aliados afirmam que a situação clínica reforça a necessidade de cuidados contínuos, o que seria incompatível com o ambiente prisional. Michelle Bolsonaro, inclusive, pretende se reunir novamente com Moraes para relatar que o ex-presidente não pode permanecer sozinho durante a noite, devido ao risco de novas complicações.

Atuação nos bastidores

Nos bastidores, a movimentação política é intensa. Flávio Bolsonaro esteve com Moraes nesta semana para reforçar o pedido, enquanto Tarcísio de Freitas aproveitou reuniões com ministros do STF — como Luiz Fux, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin — para tratar do tema.

Além disso, mais de cem deputados federais assinaram um pedido formal solicitando a concessão da prisão domiciliar, sob o argumento de razões humanitárias.

Clima no STF

Segundo relatos, ao menos parte dos ministros da Corte já considera a possibilidade de transferência para o regime domiciliar como uma medida adequada diante do quadro atual. A preocupação envolve tanto a saúde de Bolsonaro quanto os possíveis impactos políticos e institucionais de uma eventual piora.

A proximidade do período eleitoral também é vista como um fator relevante, já que o caso mantém o STF no centro do debate político nacional.

Defesa reforça pedido

A defesa do ex-presidente protocolou um novo pedido de prisão domiciliar, alegando agravamento do quadro clínico e afirmando que a unidade prisional não oferece condições adequadas para garantir sua integridade física.

Os advogados sustentam que a manutenção de Bolsonaro no atual regime pode representar risco à vida, argumento que deve ser analisado pelo relator do caso nos próximos dias.

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Que nada esse vagabundo tem que ficar preso mesmo pilantra safado