
A Prefeitura de Eunápolis decretou situação de emergência no município após os fortes ventos que atingiram a cidade na noite do dia 13 de julho de 2026. O decreto nº 13.254, assinado pelo prefeito José Robério Batista de Oliveira e publicado no Diário Oficial, reconhece os danos causados pelo vendaval e autoriza a adoção de medidas emergenciais.
De acordo com o documento, a cidade sofreu com queda de árvores, destelhamento de residências, danos em prédios públicos, rompimento de redes elétricas e de telecomunicações, além de obstrução de vias e prejuízos à infraestrutura urbana. O decreto também permite contratações emergenciais sem licitação e mobiliza todos os órgãos municipais para atuação imediata.
A situação de emergência tem validade de 180 dias.
Contradição levanta questionamentos
O que chama atenção e já gera questionamentos entre moradores é o fato de que menos de uma semana antes, o município realizou o tradicional “Pedrão”, considerado um dos maiores eventos da região, com gastos milionários de recursos públicos, incluindo grandes atrações musicais e estrutura de alto custo.
Agora, diante do cenário de crise, a gestão municipal recorre ao decreto de emergência, instrumento que permite maior flexibilidade nos gastos e contratações.
A comparação entre os dois momentos levanta críticas sobre prioridades na aplicação do dinheiro público, especialmente diante de problemas estruturais históricos da cidade, como drenagem, infraestrutura urbana e suporte em situações climáticas extremas.
Impactos e medidas
Segundo o decreto, a medida tem como objetivo:
Garantir atendimento às famílias afetadas
Restabelecer serviços públicos essenciais
Recuperar áreas danificadas
Reduzir os prejuízos causados pelo desastre
A população agora aguarda ações rápidas e efetivas por parte do poder público, enquanto cresce o debate sobre a gestão dos recursos municipais.
.jpg)
