
Diante de um cenário com candidatos fortes da direita, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que avalia não participar dos debates no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.
A estratégia vem sendo discutida internamente na campanha e leva em consideração o risco de o presidente se tornar alvo central de ataques por parte de adversários da oposição, como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Aliados defendem que, por liderar as pesquisas e ser o principal nome do campo progressista, Lula poderia sofrer desgaste ao ser confrontado simultaneamente por vários concorrentes. Esse movimento, segundo interlocutores, poderia impactar sua imagem em um momento considerado estratégico da disputa.
A possibilidade de ausência nos debates também encontra respaldo em precedentes históricos. Candidatos à reeleição em posição de vantagem, como o próprio Lula em 2006 e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1998, já adotaram estratégia semelhante no primeiro turno.
Outro fator considerado é a questão de agenda. O primeiro debate está previsto para o dia 16 de agosto, organizado pela Band, mesma data em que está programado o ato oficial de lançamento da candidatura de Lula, em São Bernardo do Campo (SP).
Apesar disso, há divergências dentro da própria campanha. Um grupo defende que a participação nos debates seria importante para o enfrentamento direto com os adversários, evitando que o presidente deixe espaços abertos para críticas sem contraponto.
A decisão final ainda não foi anunciada, mas o tema segue no centro das discussões estratégicas da equipe de campanha.