Eleições 2026 revelam força de grupos de oposição e pulverização do voto em Itabela e podem influenciar as articulações para 2028; veja os números

Giro de Noticias - 06/10/2026 - 09:41


As eleições de 2026 deixaram uma fotografia importante do cenário político de Itabela. A votação registrada no município mostra uma forte pulverização do eleitorado entre diferentes grupos políticos e uma presença expressiva de candidatos que não estão alinhados à atual administração municipal.

Os números, por si só, não permitem afirmar como será a eleição municipal de 2028, mas oferecem elementos que certamente poderão ser considerados pelos grupos políticos que pretendem disputar o comando da Prefeitura.

Deputados federais: quase 6 mil votos em sete nomes

Na disputa para deputado federal, sete candidatos que não integram o grupo político da atual gestão, conforme o agrupamento utilizado nesta análise, somaram 5.959 votos em Itabela.

Veja os números:

  • Arthur Maia (União Brasil): 1.833 votos
  • Robinho (União Brasil): 1.207 votos
  • Leandro de Jesus (PL): 1.065 votos
  • Dra. Raissa Soares (PL): 840 votos
  • Carlos Muniz (PSDB): 415 votos
  • Soldado Correa (Republicanos): 304 votos
  • Abraão Reis (PL): 295 votos

Total: 5.959 votos.

Veja os deputados mais votados ligados à atual gestão

  • Diego Coronel (Republicanos): 3.320 votos
  • Valmir Assunção (PT): 1.757 votos
  • Joseildo (PT): 364 votos

Total: 5.441 votos.

O candidato mais votado para deputado federal foi Diego Coronel, com 3.320 votos, seguido por Arthur Maia, com 1.833, e Valmir Assunção, com 1.757 votos. Os dados municipais têm como fonte o TSE.

Senado: diferença ainda maior

A votação para o Senado foi outro ponto de destaque.

Angelo Coronel (Republicanos) recebeu 8.909 votos, enquanto João Roma (PL) alcançou 8.206 votos.

Juntos, os dois somaram 17.115 votos.

Do outro lado, Rui Costa (PT) teve 4.933 votos e Jaques Wagner (PT), 3.903, totalizando 8.836 votos.

A diferença entre os dois blocos foi de 8.279 votos.

É importante lembrar que cada eleitor podia votar em dois candidatos ao Senado. Portanto, a soma dos votos dos candidatos não corresponde ao número de eleitores. Os dados são do TSE.

Governador: ACM Neto também abriu vantagem

Na disputa pelo Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) obteve 9.295 votos em Itabela, contra 5.353 de Jerônimo Rodrigues (PT).

A diferença foi de 3.942 votos a favor de ACM Neto.

No município, ACM Neto alcançou 63,27% dos votos válidos, enquanto Jerônimo ficou com 36,43%. Apesar do resultado municipal, Jerônimo Rodrigues foi eleito governador da Bahia no primeiro turno.

Deputados estaduais: votação dividida entre os grupos

Na Assembleia Legislativa da Bahia, os dez candidatos mais votados em Itabela foram:

  • Cláudia Oliveira (PSD) – 4.044 votos
  • Jânio Natal Júnior (PL) – 3.300 votos
  • Coronel França (PL) – 822 votos
  • Marão (Avante) – 722 votos
  • André Fidalgo (PT) – 698 votos
  • Kátia Bacelar (PDT) – 696 votos
  • Samuel Júnior (PL) – 618 votos
  • Neto Coelho (PDT) – 365 votos
  • Diego Castro (PL) – 345 votos
  • Paulo Câmara (PL) – 108 votos

Na soma dos candidatos a deputado estadual mais votados de oposição à gestão

Os dados oficiais mostram Cláudia Oliveira na primeira colocação, com 4.044 votos, seguida por Jânio Natal Júnior, com 3.300.

Dentro do agrupamento apresentado nesta análise, Jânio Natal Júnior, Coronel França, Kátia Bacelar, Samuel Júnior, Neto Coelho, Diego Castro e Paulo Câmara somaram 6.254 votos.

Já Cláudia Oliveira, Marão e André Fidalgo somaram 5.464 votos.

A diferença entre os dois grupos é de 790 votos.

O que os números dizem sobre 2028?

O resultado de 2026 não determina o que acontecerá em 2028, mas deixa alguns sinais importantes para a política municipal.

Nas disputas para governador e Senado, candidatos identificados com o campo político de oposição ao PT tiveram votações expressivas em Itabela. No Senado, por exemplo, Angelo Coronel e João Roma chegaram juntos a mais de 17 mil votos.

Na disputa para deputado federal, os sete nomes analisados alcançaram 5.959 votos, enquanto, na disputa estadual, os sete candidatos agrupados como oposição chegaram a 6.254 votos.

A força demonstrada por candidatos de direita indica que 2028 já começa a entrar no radar

O resultado deixa uma questão política para os próximos dois anos: como esses votos serão transformados em alianças, grupos e candidaturas para a eleição municipal de 2028?

A atual gestão de Ricardo Flauzino terá de observar não apenas a votação de seus candidatos, mas também o desempenho dos grupos que estiveram fora de sua base.

Por outro lado, os números também mostram que a chamada oposição não está necessariamente concentrada em um único grupo. Os votos foram distribuídos entre diferentes partidos e candidatos, o que significa que uma eventual disputa municipal dependerá das alianças que forem construídas até 2028.

Por enquanto, a principal mensagem deixada pelas urnas é clara: Itabela tem um eleitorado politicamente dividido, e uma parcela expressiva dos votos foi destinada a candidatos que não estavam no mesmo campo da atual administração em diferentes disputas.

A eleição de 2026, portanto, não define a eleição de 2028, mas oferece aos grupos políticos de Itabela um mapa importante de onde estão suas forças eleitorais e quais espaços ainda precisam ser conquistados.

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