
ITABELA (BA) — Idalira Maria de Jesus, de 73 anos, está internada há três dias no Hospital de Itabela e, segundo informações repassadas à reportagem, aguarda transferência para uma unidade de saúde que disponha de UTI e estrutura para realização de hemodiálise.
De acordo com a família, há suspeita de que a paciente esteja apresentando um quadro de AVC, mas o diagnóstico ainda precisa ser confirmado. Para isso, segundo os familiares, Idalira necessita passar por avaliação de um médico neurologista e realizar uma tomografia, exame necessário para auxiliar na identificação de alterações no cérebro.
A família afirma que a tomografia não é realizada no Hospital de Itabela, o que aumenta a necessidade de transferência da paciente para uma unidade que disponha de estrutura para realização do exame, avaliação especializada e também para o acompanhamento da necessidade de hemodiálise.
Diante da suspeita de AVC e da necessidade de atendimento especializado, os familiares aguardam uma vaga pelo sistema de regulação estadual e pedem urgência na transferência.
Segundo a família, a paciente não teria condições clínicas de deixar o hospital para se deslocar até outra unidade apenas para realizar o procedimento de hemodiálise. Por isso, os familiares aguardam uma transferência para um hospital que disponha de UTI e ofereça atendimento especializado.
A paciente teria sido inserida no Sistema de Regulação do Estado (SUREM) e aguarda transferência sob o código de regulação nº 5058381.
Moradora do bairro Bandeirantes, em Itabela, Idalira permanece internada enquanto a família aguarda a disponibilização de uma vaga em uma unidade hospitalar com UTI.
Famílias reclamam da demora na regulação
O caso também chama atenção para as dificuldades relatadas por familiares de pacientes que dependem da regulação estadual. Segundo esses relatos, há situações em que pacientes permanecem por dias aguardando uma vaga em unidades com maior capacidade de atendimento, enquanto os familiares acompanham a evolução dos quadros clínicos com preocupação.
Familiares também relatam casos em que pacientes teriam morrido antes de conseguir a transferência necessária. As queixas aumentam a preocupação de quem depende do sistema para conseguir acesso a leitos de UTI e atendimento especializado.
No caso de Idalira, a família pede urgência na transferência, diante da necessidade de atendimento especializado e das condições de saúde da paciente.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e dos responsáveis pelo sistema de regulação sobre o caso e os critérios utilizados para a disponibilização de vagas.