
No dia 17 de setembro, completará dois anos que o professores Álvaro Henrique e Elisney Pereira foram covardemente assassinados numa emboscada na Roça do Povo, zona rural de Porto Seguro.
Revoltados com a morosidade da justiça que até esta data (15 de setembro), já às vésperas de completar dois anos do duplo assassinato, ainda não marcou a data do julgamento dos acusados, a APLB/Sindicato instalou outdoors em Porto Seguro e nas cidades circunvizinhas em forma de protesto.
O professor Álvaro Henrique era presidente da regional Costa do Descobrimento da Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB), e vinha recebendo ameaças, pois além de denunciar desmandos da então administração, liderava uma greve da categoria que já durava mais de um mês. Erisney era secretário da APLB.
Com base nas investigações policiais sob o comando do delegado Evy Paternostro, o promotor de justiça Dioneles Leone Santana Filho pediu a prisão preventiva de Edésio Lima, ex-secretário de Governo do prefeito de Porto Seguro Gilberto Abade. O promotor ainda pediu a prisão de três ex-seguranças do prefeito, também envolvidos no assassinato.
Na época o juiz Roberto Costa Freitas Júnior, da Vara Crime, decretou a prisão dos acusados e, após ouvir as testemunhas de defesa e de acusação, sentenciou Edésio e dois ex-seguranças de Abade a julgamento popular.