ITABELA - A tia do garoto Rafael Santos Oliveira, de 4 anos, que morreu no Hospital Frei Ricardo na madrugada do último sábado, dia 22 de outubro, por volta das 00h40, concedeu uma entrevista ao site Giro de Notícias na tarde desta quarta-feira, dia 26. A tia do menino, a senhora Iêde Souza dos Santos, de 25 anos, que estava bastante emocionada, nos contou com detalhes como tudo aconteceu.
De acordo com Iêdi, por volta das 11h00 desta sexta feira (21), o menino Rafael foi levado para o Hospital Frei Ricardo sentindo dores no umbigo, foi atendido e medicado pelo médico, Dr. Aroldo José Mariano. Segundo a tia, o estado de saúde do garoto se agravou após ele ter sido medicado com três injeções de plasil, duas de diazepam, uma de aramicina e outra de gardenal. A tia do garoto também nos contou que entre as 18h00 e as 23h00 Rafael passou a vomitar constantemente uma substância com forte cheiro e com machas de sangue, além das crises compulsivas constates. O menino morreu por volta de 00h40.
O Ministério Público Estadual (MPE), em Itabela, começou a investigar nesta terça-feira (25) as causas da morte de Rafael Santos de Oliveira. O promotor encaminhou um oficio à secretaria municipal de Saúde de Itabela solicitando o prontuário do hospitalar do dia da morte do garoto.
O secretário de Saúde de Itabela, Luiz Resende, abriu uma sindicância para apurar o caso. Segundo o secretário, se houver evidências de irregularidades no atendimento do médico ao menino Rafael, ele será afastado de suas funções até que o caso seja devidamente apurado.
A delegada titular da Polícia Civil de Itabela, Dra. Ana Paula, nos informou que convocou o secretário de Saúde, Luiz Resende, o médico, Dr. Aroldo e familiares do garoto para serem ouvidos a partir desta quinta-feira, 27 de outubro.
A família do menino reclama de mau atendimento e diz que foram dados remédios em excesso. “Como pode um menino de quatro anos receber tantas injeções assim”, questiona a tia do garoto, Iêde Souza dos Santos, de 25 anos.
A nossa reportagem recebeu uma informação nesta quarta-feira (26) de que o Hospital Frei Ricardo não tem um diretor clínico, o que por lei, em todo hospital tem por obrigação a existência de um diretor clínico, que é um cargo privativo de médico, por disposição legal federal, além de ser médico, o profissional deve ter curso de administração hospitalar, além de ser conveniente ter cursos de saúde pública e chefia.