
A família de uma mulher de 27 anos, que morreu logo após dar à luz, reclama na demora e a falta de condições para a transferência da mesma do Hospital de Itabela para o Hospital Regional de Eunápolis. Segundo os parentes de Alcilene Donato dos Santos, ela não recebeu o atendimento necessário e suspeitam que ela faleceu porque a retirada do bebe aconteceu depois do prazo previsto.
A jovem que morava na rua Bela Vista, no Bairro Bandeirante, em Itabela, deu entrada no Hospital Frei Ricardo de Itabela, por volta das 6h da manhã deste domingo 9 de outubro de 2022. Como era um parto prematuro e de risco, o hospital não oferecia as condições necessárias para a realização do parto.
Diante disso, a paciente foi inserida no sistema de regulação do estado (SUREM) com pedido de transferência e foi negado por falta de vaga. Ainda segundo os familiares, a transferência de Itabela para Eunápolis, após 7 horas de espera e a paciente correndo risco de morte, foi feita por conta própria e em um carro particular.
Ainda segundo um irmão da vítima, o médico de plantão Dr. Bruno Covre, por volta das 12h40m, do mesmo dia, falou com os familiares que era grave e que ales pudessem tira-la por conta própria.Ainda segundo ele, o médico chegou a orientar que eles falassem no hospital que ela estava em uma praia e passou mal. Quando eles pediram a ambulância para levá-la, foi negada e tiveram que coloca-la em um veículo particular até o hospital Regional em Eunápolis.
Mesmo sendo orientados a levar a paciente, o marido da vítima, Joao Viana Alves, teve que assinar um termo de conduta como se eles estivessem exigindo a retirada da paciente. Ainda segundo o marido da vítima, ela foi atendida logo que chegou no hospital de Eunápolis e passou por parto realizado através de um ato cirúrgico, uma cesariana para a retirada do Bebê do sexo feminino e que passa bem.
Mesmo após o parto, ela chegou a conversar com uma das irmãs que estava a acompanhado e aparentemente estava bem, quando de repente Apor volta das 13h58min ela sentiu mal e veio a falecer. As causas da morte foi atestada pelo médico que a atendeu, Dr. Andersom Sepúlveda Pereira, como eclampsia, doença hipertensiva específica da gravidez e sangramento genital.
A reportagem do giro de notícias foi informada por vizinhos por telefone e chegou a ir no local do velório, onde conversou com um irmão e com o esposo da vítima. O irmão de Alcilene Donato dos Santos, passou todas as informações, já o esposo que estava muito abalado com o ocorrido, preferiu deixar para falar sobre o fato nos próximo dias.
A família querem que o ocorrido seja apurado com rigor e pretende registrar um boletim de ocorrência na delegacia da polia civil de Itabela. A morte de Alcilene causou muita comoção aos parentes e amigos.
Alcilene Donato dos Santos é mãe de mais três filhos. Essa seria o quarto filho do casal. A Bebê por ser prematura continua internada em Eunapolis, más segundo informações, ela passa bem.
A reportagem entrou em contato por telefone com o Diretor Clinico do Hospital Frei Ricardo de Itabela, Dr Júlio Cesar, que se prontificou a apurar o ocorrido e esclarecer se houve ou não, culpa do profissional que atendeu a paciente. Também houve contato da redação do giro com o diretor do Hospital de Eunápolis, Lucio de Oliveira França, que se prontificou em encaminhar um relatório para a redação do Giro de Notícias.