As investigações sobre a morte da jovem cigana Hyara Flor Santos Alves, 14 anos, esclarece que o tiro que matou a adolescente foi acidental e disparado por uma criança de 9 anos e que é irmão do marido da vítima.
De acordo com as apurações da Polícia Civil, o menor de 9 anos e a vítima, estavam brincando e a criança estava com a arma e acabou disparando o tiro e atingido a vítima sem querer.
Ainda de acordo com o inquérito da Polícia Civil que apurou o ocorrido, laudos da perícia, interrogatório de 16 pessoas, entre elas duas crianças que prestaram depoimento especial com a presença de promotor de Justiça da promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público da Bahia, foram devidamente analisados.
Ainda de acordo com o inquérito da polícia, imagens de câmera de vigilância próxima do local do ocorrido, mensagens de celular, redes sociais e documentos, foram todos analisados.
No inquérito policial que será remetido para a Justiça, a sogra da vítima foi indiciada por homicídio culposo e porte ilegal de arma de fogo. A arma que matou Hyara Flor, uma pistola, segundo a polícia pertencia a mesma.
Outra pessoa que também foi iniciada é o tio da vítima, ele é acusado de ter efetuado disparos de arma de fogo, contra a residência do casal de adolescentes.
O inquérito que tem mais de 200 páginas, relata ainda, que o jovem de 14 anos, marido de Hyara e que foi apreendido durante as investigações, no Estado do Espirito Santo, prestou esclarecimento a Juíza da Comarca de Guaratinga. Ele foi ouvido por vídeo conferencia.
O adolescente que está em regime de internação socioeducativa pelo prazo de 45 dias determinado pela justiça, ficará agora sob a determinação do Ministério Público e do Poder Judiciário. Caso o Ministério Publico acolhe o inquérito na sua integralidade e encerre as investigações o menor de 14 anos, pode ser inocentado e liberado.