
Uma jovem de 21 anos, identificada como Rafaela Gandra dos Reis, que estava desaparecida há seis dias em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, conseguiu fugir de um cativeiro na manhã desta quinta-feira (22/01/2026).
Segundo informações preliminares, Rafaela estava em poder de um grupo criminoso e conseguiu escapar enquanto os agressores dormiam. O desaparecimento ocorreu na noite da sexta-feira (16/01), quando a jovem saiu de casa, no bairro Pequi, levando o filho de apenas 11 meses, e não retornou nem manteve contato com a família.
Ainda de acordo com as informações, Rafaela teria sido mantida amarrada, sob vigilância 24 horas, em uma área de mato localizada nos fundos do bairro Arnaldão. Durante os dias em que permaneceu em cativeiro, ela teria sido submetida a sessões de tortura, conforme relatado por pessoas próximas.
A fuga aconteceu quando um dos integrantes do grupo adormeceu. Rafaela conseguiu se soltar e correu em busca de ajuda, alcançando um bairro vizinho. No local, moradores prestaram socorro e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou o atendimento.
Entrega misteriosa do bebê
De acordo com familiares, no dia do desaparecimento, Rafaela informou à mãe que iria à casa de uma amiga. No entanto, ao tentar contato, a mãe foi informada de que a jovem não esteve no local.
Dois dias depois, na manhã do domingo (18/01), uma mulher desconhecida foi até a residência da família e, sem dar explicações, entregou o bebê e uma bolsa com roupas de Rafaela, deixando o local em seguida.
A polícia apura a informação de que a criança teria sido deixada no sofá da casa de outra suposta amiga, na região da Rua da Encosta, no bairro Pequi, e que Rafaela teria saído sem informar para onde iria.
A família, no entanto, contesta essa versão. Segundo a mãe, Rafaela jamais deixaria o filho sozinho ou sob os cuidados de terceiros.
Ainda conforme o relato da família, a jovem nunca havia ficado tanto tempo sem dar notícias. A mãe afirmou que Rafaela não possuía dívidas nem conflitos conhecidos, e o celular que ela levava permaneceu desligado desde o dia do desaparecimento.
O caso segue sob investigação da polícia, que busca identificar os responsáveis pelo crime e esclarecer todas as circunstâncias do sequestro.