
Dois policiais foram condenados por participação no assassinato dos professores e sindicalistas em Porto Seguro, crime ocorrido em 2009 e que teve grande repercussão na região sul da Bahia.
Os réus, Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa, foram apontados como intermediários na execução dos professores e sindicalistas Álvaro Henrique e Elisney Pereira.
Pela morte de Álvaro Barreto, Sandoval Barbosa e Joilson Rodrigues foram condenados a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Já pelo assassinato de Erisney Silva, a Justiça fixou pena de 16 anos, 7 meses e 15 dias de prisão para cada um dos réus.
O julgamento encerra um processo que se arrastava há mais de uma década, marcado por longos períodos de espera por justiça.
Com a soma das penas pelos dois crimes, cada um dos condenados deverá cumprir mais de 37 anos de reclusão.
Na sentença, a Justiça considerou agravantes no homicídio de Álvaro Barreto, entre elas a invasão de domicílio durante a execução do crime e o fato de a vítima ter deixado um filho de apenas um ano de idade. O professor presidia a APLB em Porto Seguro e era reconhecido pela atuação em defesa dos trabalhadores da educação.
O resultado do júri foi acompanhado com grande expectativa por familiares, sindicalistas e integrantes da sociedade civil, que aguardavam o desfecho do caso após anos de espera por justiça.
O caso remonta a 2009 e ganhou destaque à época devido à atuação das vítimas no movimento sindical, o que levantou suspeitas sobre a motivação do crime.
A decisão encerra mais uma etapa de um processo que se arrastava há anos e era aguardado por familiares, colegas de profissão e pela sociedade.
Após a leitura da sentença, professores, familiares e amigos das vítimas se reuniram em frente ao fórum de Itabuna. Em um momento de forte emoção, o grupo realizou uma oração coletiva, agradecendo pela decisão da Justiça.
Logo em seguida, os presentes passaram a gritar “justiça foi feita”, em referência à condenação dos acusados pelo crime que marcou a região sul da Bahia.
A movimentação foi intensa em frente ao fórum, reunindo um grande número de pessoas que acompanharam o desfecho do julgamento, considerado histórico por familiares e colegas das vítimas.