
Acusado nas mortes de Leandro Nerys dos Santos, 34 anos, e Rafael Santana de Jesus, 36, no dia 22 de agosto de 2025, na Aldeia Mirapé, região da Ponta Grande, em Porto Seguro, se entregou a polícia nesta quarta-feira (07/01/2026). Contra o acusado, Erivan Ferreira Lima, de 29 anos, tinha um mandado de prisão.
O crime prestes a completar cinco meses, estar muito próximo de ser completamente elucidado. A prisão de Erivan, que é influenciador digital, trouxe à tona uma nova versão do caso. O acusado alegou legítima defesa para justificar a morte dos dois jovens.
Essa narrativa, no entanto, provocou revolta entre familiares e amigos das vítimas, que se reuniram em frente à delegacia com cartazes exigindo justiça. Os amigos e parentes das vítimas, não acreditam na versão do acusado, mas, no entanto, a versão apresentada por Edivan, levanta sérias dúvidas.
De acordo com o delegado Marcos Benevides, as vítimas teriam marcado um encontro com dois homens, onde um desentendimento resultou nas mortes. No entanto, a versão apresentada por Erivan, acompanhada do advogado Thiago Amado, traz um novo contesto na investiagaçao.
Ele afirmou que tanto ele quanto o outro suspeito, Matheus Augusto, que está foragido, foram dopados e abusados sexualmente. O relato sugere que, ao acordarem, entraram em uma luta corporal, levando à morte de Leandro com um pedaço de madeira e de Rafael por asfixia com um travesseiro.
De acordo com as investigações, Rafael foi morto por asfixia dentro de um dos quartos do imóvel, enquanto Leandro foi atingido por golpes desferidos com objeto contundente, em outro cômodo da residência. A violência empregada e a dinâmica dos fatos foram confirmadas por laudos periciais e demais provas colhidas ao longo da investigação.
A prisão foi resultado do trabalho investigativo conduzido pela 1ª Delegacia Territorial (DT/Porto Seguro) por meio do Serviço de Investigação de Homicídios, que reuniu elementos técnicos e testemunhais capazes de apontar a participação do investigado no crime. As apurações indicam que as vítimas estavam na companhia dos suspeitos na noite anterior aos homicídios.
Diante da gravidade dos crimes e do conjunto probatório reunido, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário para garantia da ordem pública e da instrução criminal. O segundo investigado, Matheus Augusto, permanece foragido, sendo alvo de diligências para localização e captura.
Ao final dos procedimentos, o homem foi submetido às medidas de praxe, incluindo exame pericial, e permanecerá à disposição da Justiça.
Com os corpos encontrados com sinais claros de violência, a Polícia Civil continua suas investigações, ignorando as alegações de Erivan. Enquanto ele aguarda a audiência de custódia com um pedido de prisão decretado, a busca por Matheus ainda está em andamento. A sociedade clama por respostas e veracidade neste caso complexo e doloroso.