PF ouve oito investigados no caso Master; veja quem vai depor.

Giro de Noticias - 26/01/2026 - 07:42


A Polícia Federal (PF) começa a ouvir, nesta segunda-feira (26), oito investigados no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Os depoimentos serão realizados por videoconferência ou presencialmente na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), entre 8h e 16h, e seguem até terça-feira (27).

Entre os investigados que prestarão depoimento estão diretores do Banco Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos ligados às instituições financeiras. A PF deve questionar principalmente a suposta venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas de crédito ao BRB, além de uma complexa estrutura de fundos e ativos inflados que teria sido usada para aumentar artificialmente o patrimônio do Master.

Segundo o Banco Central (BC), essas operações envolveriam a gestora Reag DTVM e somariam outros R$ 11,5 bilhões, configurando uma possível fraude contábil em larga escala.

O Banco de Brasília anunciou, em 28 de março de 2025, a proposta de aquisição do Banco Master com o objetivo de formar um novo conglomerado financeiro sob controle estatal. A negociação, no entanto, gerou forte controvérsia no mercado, principalmente devido às dúvidas sobre a qualidade dos ativos do Master. Em 3 de setembro, o Banco Central acabou reprovando a operação.

A partir da negativa do BC, as investigações se intensificaram e passaram a focar o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro. As apurações indicam a existência de uma estrutura baseada em operações irregulares, fraudulentas ou enganosas, que teriam como finalidade aparente inflar artificialmente os números do banco para sustentar novas operações e negócios.

Nos últimos anos, o Banco Master apresentou um crescimento acelerado impulsionado pela emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rendimentos acima da média do mercado, comercializados com forte apelo ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). As investigações apontam que o balanço da instituição pode ter sido maquiado com ativos inflados, por meio de fundos suspeitos e operações de crédito consignado consideradas frágeis, enquanto os passivos superavam de forma significativa os ativos reais.

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