
A Polícia Civil da Bahia deu um passo importante nas investigações sobre o assassinato do gerente de posto Breno Moura da Silva, executado no dia 6 de maio, de 2026, em Eunápolis, no extremo sul do estado. A ação ocorreu durante a Operação “Ponto Final”, deflagrada entre quinta-feira (9) e sexta-feira (10).
Mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos. Um dos investigados se apresentou na Delegacia Territorial de Eunápolis, onde teve a ordem judicial executada. O segundo suspeito, no entanto, não foi localizado e é considerado foragido, o que levanta questionamentos sobre sua possível rede de apoio e facilidade de evasão.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que a vítima e os dois suspeitos mantinham envolvimento em um ambiente marcado por empréstimos de dinheiro a juros, prática popularmente conhecida como agiotagem, além de outras atividades consideradas ilícitas. Esse contexto teria sido determinante para o desfecho violento do caso.
Breno Moura foi encontrado morto com marcas de disparos de arma de fogo e sinais evidentes de tortura, o que evidencia não apenas a execução, mas também um possível acerto de contas com alto grau de crueldade. A forma como o crime foi praticado reforça a linha de investigação de que a vítima pode ter sido submetida a sofrimento antes de ser morta.
Durante a operação, um veículo que estaria sendo utilizado pelo suspeito foragido foi apreendido. A expectativa é de que o material coletado contribua para aprofundar as investigações e esclarecer a dinâmica do crime.
O caso chama atenção para a presença de práticas ilegais como a agiotagem, que, além de operar à margem da lei, frequentemente está associada a episódios de violência extrema. A fuga de um dos investigados também reacende o debate sobre a dificuldade de captura e a necessidade de respostas mais rápidas das forças de segurança.
A Polícia Civil informou que as buscas pelo foragido continuam e reforçou que o objetivo é concluir o inquérito com a identificação de todos os envolvidos. O órgão também destacou que não descarta novas prisões nos próximos dias.
O espaço segue aberto para manifestações da defesa dos investigados.