Servidor público registra ocorrência contra vereadora por suposta difamação em Jucuruçu.

Giro de Noticias - 26/02/2026 - 10:52


Um servidor público municipal de Jucuruçu, identificado como Cosme Alves Viana, registrou boletim de ocorrência contra a vereadora Maria Aparecida Vieira de Moura, após, segundo ele, ter sido chamado de “vagabundo” em uma postagem.

De acordo com o servidor, o desentendimento teve início após descordar do Requerimento nº 003/2026, encaminhado pela parlamentar na Câmara Municipal de Jucuruçu. O documento solicita ao prefeito municipal a fixação do número de vagas para o desdobramento da carga horária de professores efetivos da rede municipal de ensino, ampliando de 20 para 40 horas semanais, conforme previsto na legislação municipal vigente.

Cosme afirma que o requerimento seria uma posivel “artimanha” da vereadora, alegando que a iniciativa pode ter relação com a redução de 20 horas da carga horária da vereadora que é servidora concursada como professora, que anteriormente cumpria 40 horas para presta serviços ao sindicato da categoria e teve a carga horaria reduzida para 20 horas.

Maria Aparecida Vieira de Moura, conhecida como Cida, foi eleita na mesma base do atual prefeito Arivaldo de Almeida Costa (Lili), mas, segundo relatos do sevidor, rompeu politicamente com o gestor nos últimos meses e passou a integrar a oposição. Ainda conforme Cosme, o requerimento foi aprovado por maioria dos vereadores após o prefeito anunciar a contratação de professores e a realização de concurso público neste ano.

O servidor também relata que uma reunião com profissionais da educação foi marcada pela presidente da APLB para tratar do tema, devido ao seu posicionado contrário, alegando que haveria indícios de interesse pessoal na regularização do desdobramento de carga horária, foi aí que a vereadora o acusou de que ele teria usado seu nome para obstruir a reunião, o que não condiz com a verdade.

Após a suposta ofensa, Cosme procurou a Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Jucuruçu, onde registrou ocorrência por difamação, conforme o Artigo 139 do Código Penal Brasileiro. O fato teria ocorrido no dia 23 de fevereiro, sendo formalizado na manhã do dia 25. O caso está sob apuração da autoridade policial competente.

A natureza da ocorrência foi classificada como difamação, que consiste em imputar a alguém fato ofensivo à sua reputação. A Polícia Civil informou que analisará os elementos apresentados e poderá adotar as medidas legais cabíveis.

A reportagem não conseguiu contato com a vereadora Maria Aparecida Vieira de Moura nem com o prefeito Arivaldo de Almeida Costa. O espaço permanece aberto para que ambos possam se manifestar e prestar esclarecimentos.

Segundo o servidor público Cosme Alves Viana, em nenhum momento ele citou o nome da vereadora ao se referir à reunião em que teria sido chamado de “vagabundo”. Ainda de acordo com ele, quem estava convidando para a reunião era o presidente da APLB, e não a vereadora.

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