
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um vídeo que gerou repercussão nas redes sociais. Nas imagens, a primeira-dama Rosângela da Silva aparece cozinhando carne de paca — um animal silvestre cuja caça é proibida no Brasil, conforme estabelece a Lei de Proteção à Fauna (nº 5.197/1967) e a Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/1998), criadas para preservar a biodiversidade.
Pela legislação brasileira, caçar, capturar, comercializar ou consumir animais silvestres sem autorização de órgãos competentes, como o IBAMA, configura crime ambiental, sujeito a multa e detenção.
Há, no entanto, uma exceção: o consumo é permitido quando a carne tem origem em criadouros legalizados e autorizados pelo IBAMA. Esses estabelecimentos seguem normas rigorosas de manejo e controle sanitário, garantindo a legalidade da comercialização.
O episódio também alimentou críticas políticas e comparações nas redes sociais, com menções ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à cobertura de programas como o Fantástico, levantando debates sobre tratamento desigual e repercussão midiática.
Além da controvérsia legal, chamou atenção o valor da carne: em Brasília, o quilo da paca pode chegar a cerca de R$ 370, o que reforçou discussões sobre custo, acesso e simbolismo político em torno do episódio.
Sim — mesmo que a divulgação em si não seja necessariamente crime, ela pode gerar consequências preocupantes do ponto de vista ambiental e social.
No Brasil, a caça de animais silvestres como a paca é proibida por leis como a Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/1967) e a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). Ou seja, independentemente de quem esteja divulgando, a prática continua sendo ilegal na maioria dos casos.
O problema maior, como você apontou, está no efeito de influência. Quando uma figura pública — ainda mais alguém com o alcance de um presidente — compartilha esse tipo de conteúdo, pode acabar transmitindo uma mensagem ambígua. Algumas pessoas podem interpretar como algo aceitável ou até “normal”, e isso pode incentivar práticas ilegais, como a caça predatória.
Esse tipo de comportamento pode sim contribuir para um desequilíbrio ambiental, porque: