Candidato da extrema direita apoiado por Donald Trump, foi eleito neste domingo presidente da Colômbia, ao derrotar o candidato da esquerda

Giro de Noticias - 22/06/2026 - 06:50


O candidato da extrema direita Abelardo de la Espriella, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi eleito neste domingo,21/06, presidente da Colômbia, ao derrotar o candidato da esquerda, segundo a apuração preliminar do segundo turno realizada pela autoridade eleitoral.

O advogado Abelardo de la Espriella foi eleito neste domingo presidente da Colômbia, após derrotar o senador Iván Cepeda no segundo turno das eleições presidenciais. O resultado preliminar, divulgado pela autoridade eleitoral com 99,5% das urnas apuradas, aponta 49,6% dos votos para De la Espriella, contra 48,6% de Cepeda.

A disputa foi uma das mais acirradas da história recente do país, evidenciando a forte polarização política entre diferentes projetos de governo. De la Espriella, que não possui trajetória política tradicional, construiu sua campanha com foco no endurecimento das políticas de segurança pública, redução do tamanho do Estado e combate rigoroso ao crime organizado.

Já Iván Cepeda representava a continuidade do projeto político do atual presidente Gustavo Petro, o primeiro governante de esquerda da história colombiana, eleito em 2022. Sua candidatura defendia a manutenção de programas sociais e o avanço de acordos de paz com grupos armados.

Durante a campanha, De la Espriella recebeu apoio de figuras internacionais ligadas ao campo conservador, o que reforçou sua identificação com pautas de direita.

O resultado sinaliza uma possível mudança significativa no cenário político colombiano, caso seja confirmado oficialmente. Analistas apontam que a eleição reflete um país dividido, com eleitores igualmente distribuídos entre propostas de continuidade e de ruptura.

Abelardo de la Espriella tomará posse no dia 7 de agosto. Entre os principais desafios de seu governo estarão o enfrentamento da violência, que voltou a crescer nos últimos anos, e a busca por estabilidade econômica em meio a um ambiente político polarizado.

No caso, o resultado na Colômbia pode sim ter impacto simbólico regional, especialmente por envolver um candidato ligado ao campo oposto ao de Luiz Inácio Lula da Silva. Porém, isso não significa que Lula esteja necessariamente “perdendo espaço” de forma direta.

A derrota de um aliado político, como Gustavo Petro, pode enfraquecer o bloco de governos de esquerda na América do Sul. Mudanças de governo na região costumam afetar alianças diplomáticas e econômicas.

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