
A filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD vai muito além de uma simples troca partidária. O movimento é estratégico, fortalece a centro-direita no cenário nacional e provoca uma reorganização direta no tabuleiro político dos estados — especialmente na Bahia.
Com Caiado integrado ao PSD, o partido amplia seu protagonismo nacional e fortalece o diálogo entre lideranças que defendem uma alternativa ao atual eixo de poder no país. Na Bahia, o impacto é imediato: o gesto abre caminho para uma articulação mais robusta em torno de ACM Neto, hoje considerado o nome mais competitivo da oposição para liderar um projeto de mudança no estado nas eleições de 2026.
A movimentação também expõe fissuras cada vez mais visíveis na base governista baiana. O senador Ângelo Coronel (PSD) tem sinalizado, de forma gradual, um distanciamento do grupo político que comanda o estado há quase duas décadas. A insatisfação interna é pública, o desgaste é evidente e o rompimento, embora ainda não oficializado, se desenha como um cenário cada vez mais provável.
Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que a permanência de Coronel na base governista se tornou politicamente desconfortável diante do novo alinhamento nacional do PSD e das mudanças no cenário estadual.
O quadro que começa a se formar aponta para três fatores centrais:
Na política, o movimento é constante. E quem consegue interpretar o momento certo, costuma sair na frente.