Beneficiários do Planserv denunciam aumento de até 130% nas mensalidades e cogitam deixar o plano

Giro de Noticias - 30/01/2026 - 11:58


As mudanças na forma de cobrança do Planserv, plano de saúde dos servidores estaduais da Bahia, já pesam no bolso dos beneficiários. Sem garantia de melhora no atendimento, servidores ativos e aposentados passaram a ter descontos diretamente na folha com reajustes que chegam a 131%.

Contracheques analisados mostram que, de dezembro para janeiro, os descontos subiram entre 81% e 131%. Com a nova regra, a cobrança deixou de ser por faixa salarial e passou a ser um percentual fixo sobre o salário bruto. Em 2026, a alíquota é de 5,5% e deve subir para 6% no ano seguinte.

Antes havia um teto de cobrança de R$ 721. Com o fim desse limite, alguns servidores tiveram aumentos expressivos. Um beneficiário, por exemplo, pagava R$ 1.211,98 e passou a ter desconto de R$ 2.799,49 em um mês. Outro viu o valor subir de R$ 1.659,36 para R$ 3.757,33.

As regras para dependentes também mudaram: cônjuge ou companheiro(a) paga 50% do valor do titular e os demais dependentes, 22%. Já a contribuição do Estado subiu de 2,5% para 3,25%.

Mesmo pagando o plano especial, que prevê acomodação em apartamento, usuários relatam internações em enfermarias por falta de vagas. Diante dos aumentos e de queixas sobre a qualidade do atendimento, servidores começam a deixar o plano. Só no Tribunal de Contas do Estado, cerca de 20 funcionários pediram desligamento nos últimos dias.

Entidades de classe alertam que o fim do teto pode provocar evasão de quem mais contribui, agravando a situação financeira do plano. Em reunião com o coordenador do Planserv, representantes de carreiras de Estado pediram a retomada de um limite máximo de cobrança e reajuste mais gradual. O gestor afirmou que levará as demandas ao governo, mas não há sinalização de mudança imediata.

O grupo estuda acionar a Justiça para contestar as novas regras. Segundo eles, sem ajustes, pode haver saída em massa de beneficiários, comprometendo a sustentabilidade do sistema.

A reestruturação tenta conter o déficit do Planserv, que foi de R$ 198 milhões em 2024. No ano anterior, o rombo havia sido de R$ 147 milhões.

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