
A ministra da Cultura do governo Lula, Margareth Menezes, passou a ser alvo de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) que apura o suposto uso indevido de recursos da Lei Rouanet durante o Carnaval de Salvador de 2026.
De acordo com o MPF, a apuração envolve a empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento, responsável pela realização de um desfile no circuito Dodô (Barra-Ondina), ocorrido no dia 12 de fevereiro. O procedimento foi instaurado pelo procurador da República Ovídio Augusto Amoedo Machado.
Segundo as informações iniciais, cerca de R$ 290 mil provenientes da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) teriam sido aplicados no evento. A investigação foi aberta após o recebimento de uma denúncia apontando possíveis irregularidades na destinação dos recursos públicos.
O Ministério Público informou ainda que o Ministério da Cultura foi acionado para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas, até o momento, não teria se manifestado. Em fevereiro deste ano, o MPF também solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) a apuração dos fatos.
Em meio à repercussão, Margareth Menezes se pronunciou por meio das redes sociais, negando qualquer irregularidade. A artista afirmou que o bloco “Os Mascarados” nunca recebeu recursos da Lei Rouanet e pediu respeito à sua trajetória.
“Peço respeito à minha história. O Bloco Os Mascarados nunca recebeu um centavo da Lei Rouanet. Sou uma mulher negra que construiu sua própria trajetória no Carnaval, prestes a completar 40 anos de carreira. Não vão criminalizar o que eu mais amo na vida: cantar. Sigo à risca todas as orientações da Comissão de Ética da Presidência da República e continuarei assim”, declarou.
Além das verbas investigadas, reportagem da coluna do jornalista Tácio Lorran, do site Metrópoles, aponta que a Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), vinculada à Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), firmou um contrato de patrocínio de R$ 1 milhão com a empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento para ações relacionadas ao Carnaval da cantora.
Em nota, a equipe de Margareth Menezes reforçou que não houve irregularidades e afirmou que todas as normas legais e éticas foram devidamente cumpridas.
O caso segue em apuração pelo Ministério Público Federal.