Idosa de 78 anos aguarda transferência há seis dias em estado grave após suspeita de infarto em Guaratinga. Ela está inserida na regulação do Estado.

Giro de Noticias - 19/03/2026 - 07:47


Uma paciente de 78 anos, identificada como Santa Maria de Jesus, aguarda transferência para uma unidade hospitalar com maior estrutura após dar entrada com quadro clínico grave em Guaratinga, no extremo sul da Bahia.

De acordo com o relatório da Central Estadual de Regulação, a idosa foi admitida no dia 14 de março de 2026 apresentando sintomas preocupantes, como dor epigástrica intensa, falta de ar (dispneia) e pressão arterial elevada. Exames iniciais indicaram alterações na repolarização ventricular em parede inferior, além de teste de troponina positivo — indicadores que sugerem um possível infarto agudo do miocárdio (IAM).

A paciente, que é hipertensa, recebeu atendimento inicial com protocolo para infarto e medicação intravenosa, apresentando melhora no quadro clínico após as primeiras intervenções. Segundo o relatório médico, ela evoluiu de forma estável, consciente, orientada e sem queixas no momento da avaliação mais recente.

Apesar da melhora, a unidade de origem — o Hospital Maternidade Joana Moura — foi classificada como de pequeno porte e sem estrutura adequada para continuidade do tratamento especializado, o que motivou a solicitação de transferência para um hospital com suporte cardiológico.

Os dados vitais mais recentes indicam estabilidade, com pressão arterial controlada, frequência cardíaca dentro dos parâmetros e boa saturação de oxigênio. A paciente segue em uso de medicações como AAS, clopidogrel, sinvastatina, enalapril e metoprolol, comuns no tratamento de doenças cardiovasculares.

Ainda conforme o documento da Central Estadual de Regulação (SUREN), sob o código 4816884, ela permanece aguardando regulação para uma vaga em uma unidade de referência pelo sistema estadual de saúde.

O caso evidencia a dificuldade enfrentada por municípios menores na oferta de atendimento especializado, especialmente em situações de urgência cardíaca, que exigem rapidez e estrutura adequada para evitar complicações mais graves.

A espera de seis dias por uma vaga, mesmo diante de um quadro grave, escancara uma realidade preocupante: quando o tempo é decisivo para salvar vidas, a demora na regulação se torna um risco ainda maior. Situações como essa contrariam diretamente as diretrizes de atendimento, que preveem prioridade absoluta para pacientes com risco de morte.

Infelizmente, esse não é um caso isolado. A escassez de vagas para transferência de pacientes em estado crítico é um problema recorrente na Bahia, sobretudo nas regiões sul e extremo sul do estado. Enquanto a estrutura não acompanha a demanda, famílias vivem dias de angústia e incerteza, aguardando por um atendimento que deveria ser imediato.

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